Portfólio da instituição cresceu conforme a demanda do mercado e se espalhou pela rede.
Há 40 anos, o Senac lançava o curso Programador de Computadores Eletrônicos, o primeiro de informática na instituição e um dos pioneiros no país.
Motivado pela crescente demanda de profissionais do segmento, o Senac fez uma parceria com o Centro Educacional de Linguagens Técnicas em Programação de Computadores Eletrônicos (Celtep) para lançar o título, ministrado pelo acadêmico Luiz Carlos França, da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), e pelo programador José Lourenço Luders, da Nestlé.
As primeiras cidades que ofereceram o curso foram São Paulo, Santos, Barretos e Ribeirão Preto. Na época, em 1972, as linguagens de programação ensinadas eram Cobol, a mais utilizada no mercado, e Fortran. Cada turma tinha cerca de 40 alunos e o título durava dois ou três meses, dependendo da carga horária semanal.
Se na época o que determinou o lançamento do curso foi a escassez de profissionais qualificados, hoje a situação não é muito diferente. “É uma das funções mais procuradas pelas empresas de tecnologia da informação”, explica o gerente Claudio Luiz de Sousa Silva, da Gerência de Desenvolvimento de cursos da área de Tecnologia da Informação do Senac São Paulo.
Historiografia
O sucesso com o curso foi tão grande que nos anos 80 a área foi definida como parte do núcleo básico de programação do Senac. Em 1984, foi criada a unidade especializada Senac Informática, instalada no prédio da Rua Doutor Vila Nova, em São Paulo. Em 1986, em parceria com o Centro Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal para Formação Profissional (Cenafor) e o Senai, foi realizado o título Informática e Educação – a comunidade pedagógica, ministrado por docentes franceses.
O computador foi incluído como ferramenta de trabalho em 1987. Mesmo ano da implantação do Programa Informática e Educação, inicialmente para os cursos de enfermagem. O programa informatizava as disciplinas por meio de softwares educacionais específicos.
Em 1990, toda a rede de unidades já oferecia títulos de informática. Ao longo daquela década, muitos convênios foram firmados, gerando um aumento considerável de cursos para o segmento. Destacam-se o Técnico em Processamento de Dados, criado em 1993, e o Técnico em Informática, de 1997.
De 2000 até hoje, além da reformulação e da criação de novos títulos, o Senac passou a oferecer certificações em parceria com grandes marcas, como Furukawa, Cisco, Microsoft, Oracle, SAP e Symantec.
A área hoje
Hoje, os softwares são muito mais complexos que há 40 anos. E muito mais importantes para a sociedade. Ao mesmo tempo, a vida do programador ficou mais fácil. Agora, ele conta com linguagens mais modernas e simples, além de ter disponível uma grande quantidade de ferramentas e ambientes de desenvolvimento que facilitam a modelagem, a codificação, o teste e o desenho das aplicações por meio de recursos visuais.
“Nas empresas de softwares, os programadores ou desenvolvedores são os funcionários mais importantes. Há um vídeo, que virou hit na internet, em que o CEO da Microsoft, Steve Ballmer, grita várias vezes ‘Desenvolvedores!’ para exaltar o papel desses profissionais”, explica Claudio.
“Na área de tecnologia da informação, o segmento que mais tem cursos no ensino superior é o de desenvolvimento de sistemas, sendo Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas o mais procurado”, diz o gerente. Outros destaques são o Engenharia de Computação, o Bacharelado em Ciência da Computação e o Tecnologia em Jogos Digitais. Para 2013 está previsto o lançamento do Técnico em Jogos Digitais.













