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Professor do Senac São Paulo explica as alterações e o desenvolvimento dos Indicadores Ethos de 3º Geração, ainda em audiência pública até 30/5

Por Roberto Galassi Amaral*

Desde 28/4, está em audiência pública virtual os Indicadores Ethos de 3ª Geração em sua versão intermediária (2011), como uma das principais ferramentas da gestão socialmente responsável**. Trata-se de uma etapa do processo contínuo de revisão e atualização. Um dos objetivos da revisão atual é integrá-la ao conjunto de instrumentos disponíveis na área, como a recém lançada norma internacional da responsabilidade social ISO 26.000 e as diretrizes para relatórios de sustentabilidade da Global Report Initiative (GRI ), além de outras.

Lançada no ano de 2000 pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social (IEERS ), uma organização sem fins lucrativos fundada por empresários e executivos, os Indicadores contribuem de forma significativa, seja no tocante à difusão do tema, seja na sua implantação por parte das empresas, no Brasil e no exterior. Atua como um documento de pesquisa. Desenhado para a autoavaliação da gestão das empresas, caracterizado pelos elementos constitutivos da gestão socialmente responsável, constitui-se uma métrica que facilita, orienta e ordena a reflexão dos envolvidos nesse processo.

Paralelamente o IEERS, em 24/2/2011, lançou nova plataforma intitulada Economia Inclusiva Verde e Responsável, que advoga a necessidade de avançar em torno de um projeto de desenvolvimento sustentável ao País, englobando diferentes estratégias de atuação, atores sociais, em particular as empresas.

Esta nova visão proposta ao movimento da responsabilidade social da empresa convoca todos os atores a tornar mais amigáveis aos processos produtivos da sociedade, voltá-los efetivamente para as necessidades e os direitos de todos os seres humanos, fundamentados em valores éticos de integridade e transparência.

Nesse sentido, a versão intermediária dos Indicadores Ethos apresenta melhorias e inclusões. Para mostrar ao leitor um panorama dessas mudanças, buscou-se a análise comparativa com versão 2010 nas suas dimensões quantitativa e qualitativa.

Do ponto de vista quantitativo houve um incremento no número de temas passando de sete (valores e transparência, público interno, meio ambiente, fornecedores, consumidores e clientes, comunidades e governo e sociedade) para nove (aspectos da gestão para integração da responsabilidade social na empresa, práticas fundamentais para a gestão, institucional, meio ambiente, público interno, cadeias de valor, comunidade e sociedade, governo e mercado).

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